sábado, 24 de abril de 2010
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Salve, Jorge!
Coragem, meus caros, coragem... Virtude que me falta.
Talvez eu devesse me tornar um devoto.
Salve, Vercilo:
Pode encostar sua mão na minha... " ♫
Final Feliz - Jorge Vercilo
Salve, Aragão:
Meio passional por dentro... " ♫
Eu e Você Sempre - Jorge Aragão
Salve, Ben Jor:
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Quando eu morrer...
Quanto ao meu corpo, não tenho grandes pretensões. Nunca pensei de que forma quero ser velado, se quero ser enterrado ou cremado, afinal será apenas um corpo, não mais eu. Tenho apenas um desejo:
Quando eu morrer, espero que doem todos os meus órgãos. Quero sentir que ao menos morto eu consegui ajudar alguém, salvar uma vida. Mas, em especial, eu quero doar o meu coração.
E espero sinceramente que o próximo dono faça melhor proveito dele.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
3ª Idade

Talvez eu nem precisasse de muito dinheiro, só o suficiente para viver bem. Uma casa com uma varanda em que haja espaço para duas cadeiras (de balanço?), uma rede talvez, não muito mais que isso. Que fosse virada de frente para o sol da manhã, onde eu poderia sentar e ler o jornal todo dia bem cedo, enquanto tomo minha sagrada xícara de café.
Uma vista para um quintal, talvez gramado, com um pequeno jardim, pequeno o suficiente para que eu mesmo pudesse cuidar. Algum lugar confortável à sombra onde meu cachorro, também velho, repousasse. Algumas pequenas árvores, umas frutíferas e outras não, onde bandos de pássaros pousariam no começo de cada manhã e também nos fins de tarde. Um ar fresco que me entraria pelas narinas e inundaria meus pulmões prazerosamente, me entorpecendo com o frescor da natureza.
Um silêncio incomum às grandes cidades, quebrado apenas pelo som surdo da brisa fresca, de crianças que passam de bicicleta em frente ao portão ou da porta de se abre para uma linda senhora idosa sair.
Apaixonada.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Oração
Como vai? É, eu imagino que vá bem mesmo. Apesar de muitos filhos rebeldes por esse mundo afora, né? Mas não sei, sinto que estranhamente o Senhor tem tudo sob controle. Não tenho provas contundentes, nem ao menos indicadores, e ninguém nunca me convenceu disso, embora tenham tentado. E, mesmo assim, eu sei. Enfim... Não é sobre isso que eu vim falar hoje.
Provavelmente, do alto de sua onisciência, já sabe bem por que tipo de problemas tenho passado ultimamente. É verdade, não tem sido nada fácil, mas até aqui eu tenho conseguido seguir em frente, felizmente. Eu sei, dificuldades fazem parte da vida, não me queixo por isso, não mesmo. Eu, ironicamente, tenho até vontade de agradecer, mas não quero parecer infame.
Nesta quinta-feira santa, data tão marcante para a cultura cristã e especialmente para a cultura católica, peço o Seu apoio, meu Deus. Dia da instiuição da santa Eucaristia, dia em que Se igualou a cada um de nós, em que Se doou para cada um de nós, em corpo e sangue, por um propósito maior. Tenho fé no Senhor (não muita, mas tenho), sou Seu filho também, por isso venho até aqui para Lhe Pedir. Não, não acho que mereço, eu apenas preciso da Sua ajuda. Por favor.
E saiba que pode continuar contando comigo para o Seu projeto, eu ainda fico feliz em ser útil.
Uma boa noite para o Senhor também.
Amém.
domingo, 28 de março de 2010
O amor é uma droga
" [...] que uma pessoa só não conta, que uma pessoa só não é ninguém. "
Lulu Santos também ajuda a traduzir meus pensamentos às vezes:
" Ela me faz tão bem que eu também quero fazer isso por ela... "
Há algum tempo atrás Tico Santa Cruz já repetia:
" E você não sai do meu pensamento... e eu me questiono aqui se isso é normal "
Dinho Ouro Preto tem toda razão:
" Eu já não tenho escolha e participo do seu jogo "
quinta-feira, 18 de março de 2010
Acorde!
Não é como se você realmente chegasse a dormir, porque não há nenhum vestígio de sonolência, mas é como cair, despencar quando se está num surf mental ao longo de pensamentos bastante absurdos e abstratos. Não, eu não espero que todos entendam isso.
Depois desse estalo eu quase não me lembro que pensamentos eram esses. Às vezes são sonhos, outras vezes são pesadelos. E tenho a impressão de que eu mesmo busco acordar em algumas ocasiões, principalmente nos momentos de sonhos, ótimos sonhos... mas irreais. Não sei se isso é totalmente ou minimamente consciente de minha parte. Mas é triste.
Não quero ouvir o seu choro quando eu acordar."
Agora, pensando nisso, me sinto levemente (não muito) arrependido de "acordar" nesses momentos. Acordar pra quê? A realidade não tem graça, deixe que eu me afogue em meus devaneios.
Só mais 5 minutos, por favor...
quinta-feira, 11 de março de 2010
Procura-se
Esta postagem é excepcional, trata-se de uma postagem de utilidade pública. Está bem... uma postagem de utilidade particular, uma vez que o grande (e único) interessado sou eu.
Sendo objetivo, quero saber quem fez a seguinte pergunta no meu formspring:
"Você nunca mais escreveu no seu blog!!!! pq assim como vc fez um texto pro natal e outras datas comemorativas vc n aproveitou e fez um pro dias das mulheres?"
Concordo com a autora desta pergunta, que não é dona Thaís Queiróz como eu pensei de início. A propósito, um salve pra minha leitora ilustre.
Continuando, eu realmente lamento não ter escrito nada sobre o dia das mulheres, que são tão importantes na minha vida. Aliás, esqueci de parabenizar muitas delas neste dia que lhes foi dedicado, muito embora todos os outros 364 também pertençam a elas. Deixo aqui o meu sincero pedido de desculpas e a promessa de que estou pensando em algo válido para compensar a minha falta.
O relógio marca, agora, 00h50. E a hora passa.
Leitora do meu blog, anônima do formspring, atenda ao pedido deste pobre: diga-me quem és. Deixaste-me curioso, não gosto dessa sensação.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
"Tudo fica bem no fim"
Interessante como a sensação do coração acelerado transfere tamanho prazer à mente humana, refletido também em sensações físicas. Mais estranho é pensar no temor que sentimos quando estamos prestes a nos render a esse sentimento, como se sempre nos esquecêssemos de quanta falta isto faz para nossa pífia existência.
A estabilidade psíquica de uma pessoa serena, centrada, com seus pés bem firmes no chão é certamente um estado de espírito buscado por muitos, mas nem de longe se compara ao prazer da imprevisibilidade dos fatos, de estar totalmente perdido e entregue a alguma causa, algum sentimento ou, na “pior” das hipóteses, a alguém. Humanos, que confirmam e reafirmam a fama de imperfeitos dia-a-dia, insanamente debilitados e sujeitos ao controle de outro ser, um exato semelhante. É o tipo de situação que talvez devesse ser no mínimo angustiante.
II.
E procuro te manter perto de mim...
Acredito nessa sua fé pagã
De que tudo fica bem no fim.
Cegos, surdos, impotentes perante algo tão maior, produzido por si mesmo, mas incontrolável. E é nisso que se traduz a vida, pois sem essas tempestades emocionais seria apenas existência.
III.
Estamos todos rendidos. Alguns não percebem, outros não assumem, mas estes são indicadores contundentes do fato. Não se pode fugir de si mesmo, e tentar é tão frustrante quanto tentar superar seu reflexo no espelho. Há quem jure ter conseguido.
E há quem acredite.
IV.
O coração desacelera, volta ao estado que ousamos chamar de “normal”. Aos poucos os vestígios do que outrora o excitou se afastam, até tornarem-se um estranho ponto embaçado num passado cada vez mais distante.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Vítima
Não sou do tipo que crê em destino, do tipo que teme, ou pior, que se sujeita a algo supostamente pré-determinado. Sei que não devo me queixar tanto de tudo o que me aflige, pois tenho considerável parcela de responsabilidade em boa parte disso tudo. Felizmente (?) somos seres racionais o suficiente para enxergar, analisar e solucionar tais aflições. Em tese, ao menos.
Lembro-me de quando escrevi aqui mesmo a respeito do livre arbítrio. Acho que cheguei a questioná-lo em certos pontos. Mesmo com todas as ressalvas, no entanto, é nele que se afirma o que penso neste momento, se é que preciso mesmo de afirmação, de uma justificativa pífia para tanto.
Nascemos e nos tornamos vítimas. Ao longo de uma existência, pode-se optar por alguns males, talvez por todos, talvez por nenhum, difícil é deixar de ser vítima de algum deles ou até mesmo de sua ausência.
Prefiro ser eternamente afligido por qualquer coisa, de preferência não sempre a mesma coisa, mas ter algo com o que me preocupar. Algo que eu precise sanar. Algo.
Prefiro ser vítima. E, no fundo, todo réu é uma vítima.
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Incrível como, prestes a completar dezoito anos de vida, ainda me surpreendo comigo mesmo. Eu que já ri e caçoei de muitos por se deixar levar por algo que chamo de “romantismo barato” me torno cada vez mais uma vítima disso. Talvez não seja tão barato assim, já considero bem honesto e digno, mas ando me empolgando muito com aquelas velhas baladas românticas, estampando aquele sorriso bem babaca no rosto enquanto assisto às cenas felizes de Dan e Serena em ‘Gossip Girl’ (tenso!) e coisas do tipo.
Confesso, entretanto, que ainda estou sentindo aquela velha aversão a gente apaixonada perto de mim, ando meio afetado por isso. Alguns filósofos denominam esta sensação de “dor-de-cotovelo”, e eu, embora receoso, acredito que tenham razão.
Isso é só uma introdução (bastante resumida, diga-se de passagem) de uns sussurros mentais que ouço com certa freqüência. Ainda trabalho nisso. Continuarei, digamos, “traduzindo-os” e organizando-os de forma mais concisa. Alguns certamente ainda terão espaço aqui.
